Entrevista com Elisabete Jacinto

Elisabete conte-nos como é que lhe surgiu a ideia de começar a andar de moto?
Um dia, num quiosque da cidade de Lisboa eu e o Jorge começámos a desfolhar uma revista de motos e perguntámos um ao outro: “Porque não tiramos a carta de moto?” Porque não?! Tirámos a carta e comprámos uma Cagiva Elefantre 125. Assim, em nossa casa passou a haver um carro e uma moto. O Jorge, porque tinha de ir todo engravatado para o emprego levava o carro e eu, claro… ia de moto! Portanto a moto começou por ser apenas um meio de transporte na cidade.
Por graça inscrevi-me no Clube Todo-o-Terreno e passámos a receber em casa informação sobre os passeios. Um dia decidimos participar na “Ronda dos Castelos”. E foi assim que fiz o meu primeiro passeio de Todo-o-Terreno!

E como é que correu?
Mal! Não sabia andar de moto na terra e fiz apenas oitenta quilómetros dos duzentos que estavam previstos. Caí algumas vezes, o radiador abriu e perdeu toda a água, logo tive de abandonar o passeio. O Jorge, que por essa altura já tinha uma Honda Dominator, acabou por fazer todo o passeio sozinho embora com alguma dificuldade. Por isso concluímos que o problema residia no facto das motos não serem próprias para o Todo-o-Terreno. Assim estivemos um ano em grandes poupanças e compramos duas Kawasaki KDX iguaizinhas.

Daí para o campeonato de Todo-o-Terreno como foi?
Aí começaram as passeatas de fim-de-semana. Juntávamos um grupo de amigos e íamos pelo campo fora. Um dia começaram a desafiar-me para fazer uma competição. Eu não queria ir. Achava que não era capaz, que não tinha físico… que não tinha técnica! Mas eles insistiram tanto que dei comigo a pensar: ” Será que eles têm razão? Será que eu sou capaz?”… e lá fui eu! A prova realizava-se na Serra de Grândola e ao longo da mesma tínhamos de atravessar vários rios. Caí num deles e demorei a pôr a moto de pé. O motor ficou cheio de água e já não trabalhou mais. Contudo, eu que achava que não era capaz de fazer nem setenta quilómetros, tinha feito cerca de duzentos e setenta e quase terminava a prova! Estava felicíssima, havia em mim um verdadeiro sentimento de vitória. A sensação era de paixão. Fiquei verdadeiramente apaixonada pelas corridas e pelo Todo-o-Terreno. Passava os dias a pensar no assunto e a fazer planos para me preparar para as próximas provas.
Nunca mais parei!

E depois veio a internacionalização…
Fiz a minha primeira corrida em 1992. Depois, durante vários anos, fiz o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno e fui ganhando a Taça das Senhoras (desde 1993 até 1998). Até que um dia decidi fazer provas em Espanha. Recordo que nem conseguia dormir só de pensar nos seiscentos e cinquenta quilómetros da Baja de Aragon a uma temperatura de 40ºC. Tinha receio de não aguentar. Recordo que os últimos duzentos quilómetros foram feitos sob um sofrimento terrível. Tinha dores por todo o corpo e o ar que me entrava nos pulmões não era suficiente! O meu coração batia desordenadamente… Quando cheguei à assistência lamentei-me: “Jorge, Não aguento mais!” E ele respondeu-me: “Claro que aguentas! Estás a andar muito bem!” Eu acreditei que era verdade e fui até ao fim!

E nunca pensou em desistir?
Claro que pensei! Em cada corrida, eu decidia que era a ultima que fazia… que não voltaria mais. Lembro-me de ter dito ao Jorge, depois de terminar a primeira Baja de Aragon (em 1994): “Se mais alguma vez te pedir ajuda para participar numa prova destas… por favor diz-me que não! Eu não tenho físico para isto!” Dez minutos mais tarde, depois de ter comido e de ter dado conta que um bom grupo de rapagões que considerava muito mais fortes e melhores condutores que eu… afinal tinham ficado para traz… dizia-lhe: “Olha aquilo que eu disse à pouco… não era a sério! Se eu tiver oportunidade de voltar… tu ajuda-me!”

Isso quer dizer que o Jorge (o seu marido) foi um elemento importante para si!
Claro que foi! Se não fosse ele tinha feito as duas primeiras corridas e tinha parado. Ele foi sempre o meu grande impulsionador!
Aliás, as duas primeira corridas fizemos em conjunto com as nossas motos gémeas (Suzuki DR 350). Depois verificámos que não tínhamos dinheiro para tanto e um dos dois tinha de parar. O Jorge optou por ser ele a parar por considerar que eventualmente seria mais fácil para mim conseguir patrocínios. Assim continuámos a partilhar o mesmo hobby mas ele passou para a retaguarda. Ou seja, faz todo aquele trabalho que ninguém sabe que existe e que, portanto, ninguém valoriza, mas que é fundamental. E tem sido graças a esse trabalho que me tem sido possível terminar as corridas. Ao longo destes anos foi acumulando todos os cargos: Team manager, mecânico, assistente, responsável pela logística, conselheiro, massagista, relações publicas…Enfim… tudo o que eu não faço… ele faz!

Então e a ideia de fazer o Dakar como é que surgiu?
Lembro-me que um dia dei comigo a pensar que estava na altura de parar de andar de moto. Enfim… queria ter filhos e o relógio biológico não pára! Nessa altura senti pena de não ter feito provas em Africa. Afinal de contas sou professora de Geografia. Ensino aos meus alunos como se formam as dunas e nunca as tinha visto… Imaginei-me a fazer corridas no deserto e isso fez sentido na minha cabeça. Pouco tempo depois dei comigo a ver as transmissões do Dakar na televisão e a pensar: “Eu sou capaz de andar com uma moto grande e pesada como estas…eu sou capaz de conduzir durante tantos quilómetros…” e nesse momento senti que crescia… A ideia de fazer o Dakar criou raízes de tal forma que dei comigo a organizar a minha ida ao Dakar de uma forma absolutamente obcecada.
Tinha a certeza absoluta de que ia ser capaz e nada me fazia parar.
Planeei nesse ano fazer o rali da Tunísia e o Rali do Atlas para ganhar experiência. Para o rali da Tunísia tive de pedir dinheiro emprestado a uma amiga e para o rali do Atlas não consegui a verba necessária e não fui. Para o Dakar tentei tudo o que estava ao meu alcance mas quando chegou a hora de pagar as ultimas contas … não tinha dinheiro. A solução foi pedir um empréstimo ao banco. Foram três mil contos que demorei quatro anos a pagar.

E valeu a pena?
Claro que valeu. Mas foi um Dakar muito problemático. Todos os aspectos relacionados com a preparação da moto que não ficaram bem feitos acabaram por dar problemas. Todos os dias era anunciada na televisão a minha desistência. Até que um dia tive um problema eléctrico que não pude solucionar e aí constatei que ia desistir. Foi um momento muito duro. Um dos mais duros que já vivi. Estava convencida de que nunca mais poderia voltar a fazer corridas de moto e que teria de dedicar todo o tempo a trabalhar para pagar a minha divida… que o meu sonho de “Dakar” ficava assim desfeito e que nunca mais ninguém ia confiar em mim.

Mas acabou por voltar!
Sim. A vida tem destas coisas. Nem sempre tudo está perdido quando parece!
A verdade é que voltei no ano seguinte com o patrocínio da Trifene 200 e muito bem preparada. Tudo correu bem até que numa travessia de dunas de areia muito mole parti o motor da KTM. Mais uma vez vinha para casa mais cedo devido a problemas mecânicos e, por isso, continuava convencida de que era a “Super mulher” e que poderia terminar o Dakar.

Isto foi no ano de 99, certo? Mas depois voltou a tentar!
Neste ano aprendi que não há “Super homens” nesta corrida. Que os pilotos se agrupam 2 a 2 para se ajudarem. Por isso organizei-me, reforcei a equipa e fiz o Dakar com outro piloto, o Mário Brás. Essa corrida foi espectacular e tudo correu bem. Só perdi tempo uma vez para ajudar o Mário que ficou sem gasolina e fiz especiais muito boas. Foi um brilharete. Não só terminei o Dakar como ganhei a Taça das Senhoras. Todos aplaudiram. Fiquei muito contente. Foi a realização de um sonho.

Mas não ficou satisfeita e decidiu voltar no ano de 2001!
Sabe, é que o Dakar no ano 2000 teve menos quatro dias devido a ameaças terroristas. Apesar do brilharete, quando as pessoas me davam palmadinhas nas costas diziam-me “…mas tiveste sorte porque o Dakar este ano teve menos quatro dias!…” Eu engolia em seco e ficava cheia de raiva. Sentia que não acreditavam que, se o Dakar tivesse tido os dias todos, eu o teria terminado. Eu própria acabava por ficar com essa dúvida. Por isso quando o Jorge me propôs pormos fim à nossa carreira desportiva eu bati o pé e disse: “Eu quero lá voltar! Quero fazer um Dakar inteiro!” Depois de uma discussão animada iniciámos os preparativos para mais uma tentativa. Fiz equipa com o Pedro Machado e tinha um carro de assistência. Tudo muito bem organizado. Levava os dois melhores mecânicos do país: o Rui Pôrelo ia no carro e o João Santos ia de avião ás três etapas possíveis. Eu estava muito bem preparada e mais forte do que nunca…

Mas teve problemas?
Sim! Falhou o factor sorte!
O meu carro de assistência pisou uma mina na fronteira de Marrocos para a Mauritânia. A frente do carro explodiu completamente e todos os seus ocupantes foram evacuados para o hospital das Canárias. Fiquei sozinha sem mecânico, sem assistência, sem nada… só com o equipamento que tinha vestido… Tive a certeza que mais uma vez ia ter de desistir!… Então nesse momento tomei uma decisão muito firme: “Desistirei no momento em que cair para o chão e não me conseguir levantar. O Zé Ribeiro merece todo o meu empenho e, por ele irei até ao meu limite!”
Nesse Dakar descobri que o limite está, de facto, em nós!
Caí um milhão de vezes e um milhão de vezes me levantei e continuei! Fui até ao final!
Foi um Dakar de sofrimento!
Foi muito duro em termos de percurso. Particularmente lento, com muitas dunas, muitas pedras e muita erva… Quando terminávamos uma etapa tínhamos de fazer todo o trabalho pois não tínhamos ninguém para nos ajudar: organizar o acampamento, fazer a mecânica das motos, preparar a navegação para o dia seguinte… No final, sobravam muito poucas horas para dormir. Houve noites em que dormimos apenas quatro horas! Não é suficiente para quem vai de moto! … no outro dia, porque ia cansada caía mais, demorava mais tempo, terminava mais tarde… descansava menos…
Terminei cheia de lesões, com vários ossos partidos… e quando cheguei à meta depois de, finalmente ter terminado um Dakar inteiro, o mais duro dos últimos anos, tendo-o feito sem as mínimas condições… em vez de alegria eu sentia uma profunda tristeza!
Tive muito mérito nesta minha participação, muito mais do que no ano anterior!… mas não trouxe nenhum titulo… e por isso não fui valorizada!

Foi por isso que decidiu deixar de fazer corridas de moto?
…confesso que foi um certo sentimento de frustração que me fez parar. Ou seja, para voltar ao Dakar teria de ser para fazer um bom resultado. Já não me bastava terminar… e não conseguia criar as condições necessárias para melhorar. Precisava de treinar com a moto várias vezes ao longo da semana, logo não podia continuar a trabalhar. Precisava de ter uma pessoa para treinar comigo pois sozinho não se fazem progressos. Não conseguia arranjar dinheiro para participar nas provas que considerava adequadas, … e não consegui dinheiro para voltar ao Dakar…
Fiquei zangada e disse: “Não faço mais!” numa altura em que considerava ter capacidade para continuar a melhorar!

Então decidiu fazer corridas de camião!
Sim… porque, naturalmente, ainda não estava na minha altura de parar de fazer corridas. Aprendi muito ao longo destes anos e sentia que estava com capacidade para poder rentabilizar tudo o que tinha aprendido.
Fazer um Dakar de moto foi a coisa mais difícil que fiz na vida. Depois dessa experiência sentia-me com coragem para fazer o que quisesse. Porque não corridas de camião?!

E porque não de automóvel?
Não esqueça que o meu problema residia em criar condições monetárias para poder treinar e fazer progressos. Precisava de algo que fosse suficientemente brilhante para dar retorno aos patrocinadores.

Mas chegou a fazer corridas de automóvel?!
Durante dois anos fiz a Copa Jimny e também provas da Taça do Mundo com um Toyota mas porque precisava de fazer a transição da moto para o camião. É que durante muitos anos eu só conduzia moto e precisava de ganhar a percepção das quatro rodas.

Mas tirar a carta de camião em Outubro e fazer o Dakar em Janeiro não foi um pouco de loucura?
Concordo que foi uma loucura, mas… ponderada!
Eu precisava de ter a certeza se era capaz de conduzir um camião na corrida mais dura do mundo mas a primeira vez é sempre uma experiência complicada. É difícil que tudo corra bem. Assim aproveitei uma oportunidade e fiz a minha primeira participação com um baixo investimento. Fui com um camião muito antigo, ia muito carregado pois levava muito material para dar assistência a outras equipas.
Mas aprendi muito e fiquei com a noção de que o Dakar estava ao meu alcance, desde que tivesse um bom camião e uma boa equipa. Fiquei até com a ideia de que me tornaria ainda mais competitiva do que com a moto.

Depois desta primeira experiência voltou com um Renaul Kerax.Com o Renaul Kerax pusemos de pé um projecto muito giro, fizemos uma equipa Ibérica. O camião e a equipa eram espanhóis. Eu e o Trifene 200 portugueses.

Foi com este camião que aprendi tudo. Ou seja iniciamos um projecto desportivo sem saber nada. O desafio era só terminar o Dakar de camião. Consegui-o e, ao mesmo tempo aprendi a estar em prova de camião, descobri quais eram os pontos fracos e fortes deste tipo de veículo, o que é necessário para o evoluir. Aprendi a gerir as questões do peso e todos os aspectos relacionados com a condução. O nosso grande problema eram as suspensões. Apanhávamos muita pancada e não conseguíamos andar depressa. Trabalhámos muito nessa área e, no último Dakar que fiz com o Renault (2006) já estava com um bom andamento. Tínhamos conseguido uma boa afinação e fiabilidade.

E como é estar em corrida de camião?

O camião é um veículo particularmente difícil. Digamos que não nasceu para fazer corridas e isso torna tudo muito complicado. Temos que estar muito conscientes das suas capacidades e limitações e temos de ser perfeitos na sua condução. Não se podem cometer erros porque os erros pagam-se muito caros. Mas a perfeição é algo que realmente buscamos quando estamos em competição. Por isso, este jogo de tentar conduzir cada vez melhor e obter resultados cada vez melhores é algo que me anima e me incentiva.

Depois há também toda a parte técnica de evolução e preparação do veículo. No princípio não sabíamos absolutamente nada sobre este assunto. Agora orgulho-me de dizer que vários dos componentes do nosso camião são feitos em Portugal sob a nossa orientação e têm dado provas de qualidade. Essa foi uma das nossas grandes conquistas.

Mas estar em corridas de camião significa também saber trabalhar em equipa. De moto a equipa era muito pequena. Correr de camião implicou aprender a estar com outras pessoas em todo o tipo de situações. Coordenar e trabalhar em equipa é das coisas mais difíceis de se conseguir. Foi algo que tive de aprender e foi das experiências mais ricas que o desporto me deu. Actualmente, orgulho-me de dizer que tenho uma equipa excelente.

E a experiência com o MAN M200?

Bom… essa foi outra etapa importante da minha carreira. Foi uma fase de afirmação. Aprendi com o Renault Kerax, com o MAN M2000 queria provar de que já era capaz. Adorei conduzir este camião pois era uma espécie de brinquedo. Muito bem concebido, muito equilibrado, tinha muita qualidade e ajudou-me a fazer progressos. No Dakar de 2008 (que não existiu) e no de 2009 estava já no ponto de poder apresentar bons resultados mas a sorte não esteve do meu lado. Acabei por ter de desistir na quinta etapa deste rali.

Porquê?

Porque numa das muitas nuvens de pó onde se perdia completamente a visibilidade acabei por embater na traseira do buggy do Ivan Muller que estava parado na pista. Abrandou porque também não via nada e acabou por ficar bloqueado. Face às características do terreno, tínhamos todos de circular pela mesma pista que acabava por abrir sulcos muito fundos. Bati-lhe mas só consegui ver a silhueta do seu buggy quando tentei fazer marcha-atrás pela segunda vez, já o carro estava a arder. O camião ficou preso à traseira do buggy e não o conseguimos soltar. Os trezentos litros de gasolina que transportava o buggy não deram quaisquer hipóteses aos nossos extintores.

Com este incidente acabou por dar inicio a uma nova fase da sua vida desportiva e estreou um novo camião, o MAN TGS. Como tem sido a experiencia com este camião?

O TGS é igualmente um camião com uma concepção de série, tem uma dimensão superior à do M2000 e, por essa razão, é mas difícil de conduzir. Contudo, o facto de ter uma cilindrada superior permitiu-me andar muito mais depressa e, ao nível de classificação, acabei por conseguir resultados muito bons. Actualmente candidato-me a uma classificação de pódio em cada uma das provas em que participo. Ao longo do tempo temos apostado muito em melhorar alguns aspectos técnicos de modo a torna-lo mais competitivo. Por exemplo, aligeirámos ao máximo o peso construindo uma caixa de carga mais ligeira e conseguimos um peso inferior às dez toneladas mas, mesmo assim, estamos muito perto delas. Fizemos um investimento grande ao nível dos amortecedores mas essa ainda não é uma aposta ganha pois não atingimos o nível de qualidade de que gostaríamos. Construímos os suportes para os amortecedores de direcção e, ao mesmo tempo, adaptámos uma coluna de direcção de competição. Mandámos o motor para a Alemanha e agora temos 830 cv para nos ajudar a subir as rampas de areia e a progredir sobre os Ergs de areia mole da Mauritânia.

Percebemos que a equipa sofreu uma profunda alteração ao nível da imagem. Como encara esta mudança?

Gosto de pensar que esta nova marca que é a imagem de toda a equipa, representa a consolidação do nosso trabalho e dos nossos objectivos. Ou seja, a nova marca é o Bio-Ritmo, um suplemento alimentar vocacionado para ajudar a dar mais energia a quem dela necessita, contribuindo para diminuir o cansaço físico e intelectual. O vermelho é uma cor forte, que transmite ela própria força e energia e que tem tudo a ver com o nosso estado de espírito neste momento. O MAN, com esta decoração, tem uma presença muito forte… e isso é importante quando se pretende marcar uma posição.

Somos uma equipa forte, determinada… mas temos recursos limitados e, por essa razão, temos os nossos momentos de cansaço e de exaustão. Apesar disso, tal como o Bio-Ritmo, não quebramos e estamos determinados a fazer cada vez melhor e a lutar pela vitória.

 

 

Elisabete, depois de todos estes anos de corridas há pergunta imprescindível: “O que é que ainda a faz correr?”

O gozo da superação. O facto de sentir que hoje faço o que ontem não era capaz.
Melhorei muito com a prática do desporto. Tornei-me uma pessoa mais forte, mais segura, mais capaz…com uma visão mais correcta do mundo!
O gozo de perceber que podemos ir até onde queremos, que o limite está em nós… e que a chave do sucesso se resume na palavra “querer!”.

Elisabete Jacinto

2016

A mais radical das aventureiras

Durante vários anos Elisabete Jacinto desafiou o universo masculino, competindo em moto nas mais difíceis competições de todo-o-terreno, disputadas em diversos continentes. Todavia, para esta professora de Geografia que apenas aos 24 anos de idade aprendeu a pilotar uma máquina de duas rodas e apenas com o intuito de dela se servir para o dia-a-dia, o maior desafio foi sempre consigo própria, acreditando que a vontade e tenacidade superam todas as barreiras.

E foi sob esse lema que, passando por cima de todas as dificuldades, não só se atreveu a ser a primeira portuguesa a enfrentar o mítico Paris-Dakar em moto, acrescentando-lhe a proeza de concluir a prova mas, mais do que isso, conseguindo triunfar entre as Senhoras, contra adversárias detentoras de um enorme palmarés e integradas em equipas profissionais.

Às motos, sucederam-se os carros e o retomar das vitórias internacionais entre as Senhoras.

Mas os grandes desafios continuam a encontrar eco na tenacidade internacionalmente reconhecida de Elisabete Jacinto e, três meses depois de ter obtido a carta de condução de pesados, apresentou-se à partida, para a edição das bodas de prata do Dakar (2003), instalada aos comandos de um camião, um tipo de máquina que encontra na prova africana uma magnífico espaço para competição, mas da qual as mulheres se mantiveram afastadas durante largos anos.

É em 2004 que Elisabete não só se torna numa das primeiras mulheres do Mundo a concluir o rali Paris-Dakar conduzindo um camião, como se transforma na primeira mulher a ganhar uma especial nesta categoria no Rallye Optic Tunisie 2000.

Desde então tem levado a cabo um trabalho contínuo tendo feito progressos ao nível da condução, preparação técnica do seu camião e organização de equipa do qual muito se orgulha. Cerca de 40% da preparação técnica do seu camião é, actualmente, feita em Portugal.

Apesar da sua experiência na competição ter sido também marcada por alguns momentos particularmente difíceis, Elisabete não baixa os braços e ruma em direcção ao topo da classificação geral das mais variadas competições onde participa.

Historial 2004

tira_historial_2004

Participa pela segunda vez de camião no Rali Paris-Dakar ao volante de um Renault Kerax 4×4.

Ao terminar este rali (na 26ª posição) torna-se numa das primeiras mulheres do Mundo a conseguir fazê-lo.

O sucesso obtido incentiva-a a participar em outras provas da Taça do Mundo. Participa no Rallye Optic Tunisie e torna-se na primeira mulher do Mundo a ganhar uma especial ao volante de um camião.
É a segunda classificada na categoria de camiões neste rali.

Apesar do sucesso, Elisabete e Renault Trucks decidem interromper a época desportiva para proceder a melhorias mecânicas no seu camião, nomeadamente ao nível das suspensões e do motor.

A convite de Alberto Gonçalves participa pela segunda vez no Rallye Aicha dês Gazelles com Sofia Carvalhosa num Renault Kangoo.

O seu objectivo era vencer a categoria SUV mas, uma penalização atribuída indevidamente pela organização, obriga-a a classificar-se na segunda posição.

Elisabete Jacinto

beta_01A mais radical das aventureiras
Durante vários anos Elisabete Jacinto desafiou o universo masculino, competindo em moto nas mais difíceis competições de todo-o-terreno, disputadas em diversos continentes. Todavia, para esta professora de Geografia que apenas aos 24 anos de idade aprendeu a pilotar uma máquina de duas rodas e apenas com o intuito de dela se servir para o dia-a-dia, o maior desafio foi sempre consigo própria, acreditando que a vontade e tenacidade superam todas as barreiras.

E foi sob esse lema que, passando por cima de todas as dificuldades, não só se atreveu a ser a primeira portuguesa a enfrentar o mítico Paris-Dakar em moto, acrescentando-lhe a proeza de concluir a prova mas, mais do que isso, conseguindo triunfar entre as Senhoras, contra adversárias detentoras de um enorme palmarés e integradas em equipas profissionais.

Às motos, sucederam-se os carros e o retomar das vitórias internacionais entre as Senhoras.
Mas os grandes desafios continuam a encontrar eco na tenacidade internacionalmente reconhecida de Elisabete Jacinto e, três meses depois de ter obtido a carta de condução de pesados, apresentou-se à partida, para a edição das bodas de prata do Dakar (2003), instalada aos comandos de um Camião, um tipo de máquina que encontra na prova africana uma magnífico espaço para competição, mas da qual as mulheres se mantiveram afastadas durante largos anos.

É em 2004 que Elisabete não só se torna numa das primeiras mulheres do Mundo a concluir o rali Paris-Dakar conduzindo um camião como se transforma na primeira mulher a ganhar uma especial nesta categoria no Rallye Optic Tunisie 2000.

Desde então tem levado a cabo um trabalho contínuo tendo feito progressos ao nível da condução, preparação técnica do seu camião e organização de equipa do qual muito se orgulha. Cerca de 40% da preparação técnica do seu camião é, actualmente, feita em Portugal.

Apesar da sua experiência na competição ter sido também marcada por alguns momentos particularmente difíceis, Elisabete não baixa os braços e ruma em direcção ao topo da classificação geral das mais variadas competições onde participa.

Elisabete Jacinto – Piloto

beta_curriculumElisabete Jacinto
Data de nascimento: 8 de Junho 1964
Estado Civil: Casada
Naturalidade: Montijo
Residência: Vila Nova de Santo Estevão

Formação Académica:
• Licenciatura em “Geografia + Ramo de Formação Educacional”, Universidade de Letras de Lisboa, 1989.
Pós-Graduação em “Psicologia para Não Psicólogos: Aplicações em Contextos de Trabalho”, ISPA, 2021.

Profissão:


• Professora de Geografia (não em exercício).
• Piloto de todo-o-terreno.

CONDECORAÇÕES


 E DISTINÇÕES

Oficial da Ordem do Mérito (atribuída por Sua Ex cia. o Presidente da República Dr. Jorge Sampaio), 1999
Diploma de Mérito Desportivo (Federação Nacional de Motociclismo), 1999
Diploma de Mérito de Barca da Aldegalega (Junta de Freguesia do Montijo), 2000
Diploma de reconhecimento por serviços prestados (Região de Turismo da Costa Azul), 2000
Prémio Prestigio (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), 2005
Distinguida pelo Presidente da República, Professor Anibal Cavaco Silva, nas Comemorações do dia 10 de Junho, 2014.
Recepção pelo Presidente da Republica, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, 2019
Medalha de Ouro do Concelho de Montijo, 2019

AUTORA DE MANUAIS ESCOLARES:

“Guia de Aprendizagem de Geografia” (Volume I e II) para a disciplina de Ciências Sociais e Formação Cívica do Ensino Nocturno. Elaborado em co-autoria com Eduarda Pina (1995). Publicado pela Plátano Editora.

“Guia de Aprendizagem de Ciências do Ambiente, Unidade 3 – A Terra em Transformação” Ensino Básico Recorrente (1996). Co-autoria com Maria Eduarda Pina. Publicado pela Plátano Editora.

“Guia de Aprendizagem de Ciências do Ambiente, Unidade 6 – A Terra em Movimento” Ensino Básico Recorrente (1996). Co-autoria com Maria Eduarda Pina. Publicado pela Plátano Editora.

“Guia de Aprendizagem de Ciências do Ambiente, Unidade 8 – Elementos Climáticos e Factores que os Condicionam” Ensino Básico Recorrente (1997). Co-autoria com Maria Eduarda Pina. Publicado pela Plátano Editora.

“Guia de Aprendizagem de Ciências do Ambiente, Unidade 9 – O Clima como factor do Ambiente” Ensino Básico Recorrente (1997). Co-autoria com Maria Eduarda Pina. Publicado pela Plátano Editora.

“Ciências Sociais e Formação Cívica – Guia de Aprendizagem” Unidades 5,6,7 e 8. Co-autoria com Margarida Sequeira, Maria Adelaide Soares e Maria Eduarda Pina (1998). Publicado pela Plátano Editora.

“Ciências Sociais e Formação Cívica – Guia de Aprendizagem” Unidades 9,10,11 e 12. Co-autoria com Margarida Sequeira, Maria Adelaide Soares e Maria Eduarda Pina (1998). Publicado pela Plátano Editora.

AUTORA DE LIVROS DE AVENTURA


“Os Portugas no Dakar”, Volume 1, co-autoria com Luís Pinto Coelho, publicado pela Plátano Editora, 2003 (Banda Desenhada).

“Os Portugas no Dakar”, Volume 2, co-autoria com Luís Pinto Coelho, publicado pela Plátano Editora, 2007 (Banda Desenhada).

“Irina no Master Rali”, Plátano Editora, 2010
“Elisabete Jacinto: 10 anos em Camião”, co-autoria com Jorge Cunha, Edição Aifa, 2012

CONFERENCISTA
Conferencista motivadora para congressos universidades e empresas.


CURRÍCULO DESPORTIVO MOTO
 

 TITULOS



1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998

-Vencedora do Troféu de Senhoras do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno

1999, 2000, 2001

-1ª Senhora na Taça do Mundo de Todo-o-Terreno

PROVAS INTERNACIONAIS


1994


Vencedora da Taça das Senhoras na Baja de Alta Alcarria (Espanha)

Vencedora da Taça das Senhoras na Baja de Aragon (Espanha)

1995


Vencedora da Taça das Senhoras na Baja de Alta Alcarria (Espanha)

1996

Vencedora da Taça das Senhoras na Baja de Alta Alcarria (Espanha)

1997


Baja de Alta Alcarria (Espanha):
1ª da Taça das Senhoras
5º lugar da Classe4
13º lugar da Classificação Geral

Baja Espanha Aragon (Espanha):
1ª da Taça das Senhoras
3º lugar da Classe Motos de Cilindrada Inferior a 400cc
13º lugar da Classificação Geral
Atribuída uma distinção por mérito desportivo

Rali Optic Tunisia (Tunísia):
2ª da Taça de Senhoras
2ª da Classe Maratona até 400 cc
52ª da Classificação Geral

1998


Rali Paris Granada Dakar:
Participação

Rali Optic Tunisia (Tunísia):
2ª da Taça de Senhoras
1ª da Classe 250 cc
60ª lugar da Classificação Geral

Rali Atlas Savane (Marrocos):
2ª da Taça de Senhoras
3ª da Classe até 250 cc
47ª da Classificação geral

Rali Alta Alcarria (Espanha):
1ª da Taça das Senhoras
ª da Classe até 250 cc
13ª da Classificação Geral

Baja Aragon (Espanha):
1ª da Taça das Senhoras
6ª da Classe até 250 cc
15ª da Classificação Geral

Montes de Cuenca (Espanha):
1ª da Taça das Senhoras
35ª da Classificação Geral

UAE Desert Challenge (Emiratos Árabes Unidos):
67ª da Classificação Geral

1999


Rali Granada Dakar:
Participação

Rali da Tunísia:
3ª da Taça de Senhoras
64ª da Classificação Geral

Master Rali:
1ª da Taça das Senhoras
8ª da Classificação Geral

Baja Telecel 1000:
1ª da Taça das Senhoras

Montes de Cuenca (Espanha):
1ª da Taça das Senhoras
8ª da Classificação Geral

UEA Desert Challenge (Emiratos Árabes Unidos):
Participação

Classificação naTaça do Mundo:
1ª Senhora
13ª na Classificação Geral

2000

Rallye Dakar Cairo:
1ª da Taça das Senhoras
49ª da Classificação Geral

Rali da Tunísia:
Participação

“Trophée Optic 2000 de L´Exploit”

Master Rali:
Participação

UAE Desert Challenge (Emiratos Árabes Unidos):
1ª da Taça de Senhoras
8ª da Classificação Geral

Classificação naTaça do Mundo:
1ª Senhora
25ª na Classificação Geral

2001

Rali Paris Dakar:
2º lugar da Taça das Senhoras
56ª da Classificação Geral

Montes de Cuenca (Espanha):
1ª da Taça das Senhoras
9ª da Classificação Geral

Baja Aragon (Espanha):
1ª da Taça das Senhoras
13ª da Classificação Geral

UAE Desert Challenge (Emiratos Árabes Unidos):
1ª da Taça de Senhoras
4ª da Classificação Geral

Classificação na Taça do Mundo:
1ª Senhora 
13ª na Classificação Geral

CURRÍCULO DESPORTIVO AUTO
  


2000


Baja TT Optiroc:
Participação


2001


3 Horas TT Compaq:
2º lugar da Copa Jimny
1ª Equipa Feminina

Baja Telecel 1000:
16º lugar da Copa Jimny
1ª Equipa Feminina

24 Horas TT Vodafone:
16º lugar da Copa Jimny
23º lugar da Classificação Geral

2002


3 Horas TT Accenture:
10º lugar da Copa Jimny
30º lugar da Classificação Geral

Rali TT Lameirinho / Serras do Norte:
12º lugar da Copa Jimny
32º lugar da Classificação Geral

Baja España Aragon:
2ª da Taça das Senhoras ( emToyota Land Cruiser/T2)
16º lugar da categoria T2
42º lugar da Classificação Geral

Rali TT Esporão Vindimas:
6º lugar da Copa Jimny

Master Rali:
1ª da Taça das Senhoras no (em Toyota Land Cruiser/T2)
6º da Categoria T2
23º lugar da Classificação Geral
 
2003

Rali Aïcha des Gazeles:
Vencedora da Categoria SUV (em Renault Kangoo)

2004


Rali Aicha dês Gazeles:
2º lugar da Categoria SUV (em Renault Kangoo)

2006

Rali Orpi Marrocos:
Participação (em Bowler Wildcat)

2012

Rali Raïcha des Gazelles:
3º Lugar da Classificação Geral (em VW Amarok)

2013

Rali Raïcha des Gazelles:
11º Lugar na categoria Auto/Camião (em VW Amarok)

2014

Rali Raïcha des Gazelles:
2º Lugar na categoria Auto/Camião (em VW Amarok)

2015

Rali Raïcha des Gazelles:
6º Lugar na categoria Expert (em VW Amarok)

2016

Rali Aïcha des Gazelles:
5º Lugar da Classificação Geral da Categoria Expert (em VW Amarok)

CURRÍCULO DESPORTIVO CAMIÃO
 


2003


Rali Telefónica Dakar:
Participação (em Mercedes)


2004 


Rali Telefónica Dakar:
26º lugar da Classificação Geral (em Renault Kerax)

Rallye Optic 2000 Tunisie:
2º lugar da Classificação Geral (em Renault Kerax)
(1ª da Classificação Geral na quinta etapa)

2005

Rali Telefónica Dakar:
24º lugar da Classificação Geral (em Renault Kerax)

Rali Orpi Marroc:
3º lugar da Classificação Geral (em Renault Kerax)

Rali AMV Shamrock:
1º  lugar da Classificação Geral (em Renault Kerax)

2006 


Rali Lisboa-Dakar:
Participação (em Renault Kerax)

Rali AMV Shamrock:
Participação (em MAN M2000)

2007

Rali Lisboa-Dakar:
21º lugar da Classificação Geral (em MAN M2000)
7º lugar da categoria Camiões com Menos de 10 000 cm3

Rali Optic 2000 Tunisie:
2º lugar da Classificação Geral (em MAN M2000)

Rali AMV Shamrock:
1.º lugar na Calssificação Geral (em MAN M2000)

2008


Rali Aicha dês Gazelles (Marrocos):
2º lugar da Classificação Geral (em MAN M2000)

Rali da Tunísia:
2º Lugar da Classificação Geral (em MAN M2000)
1º da Classificação Camiões Com Menos de 10 000 cm3

AMV Shamrock (Marrocos):
Participação (em MAN M2000)

2009


Rali Dakar-Argentina-Chile:
Participação  (em MAN M2000)

Rali Shamrock (Marrocos):
2º Lugar da Classificação Geral (em MAN TGS)

2010


Rali Africa Race:
Participação (em MAN TGS)

Rali da Tunísia:
1º Lugar da Classificação Geral Camião (em MAN TGS)
8º da Classificação Geral Auto/Camião

Rali de Marrocos:
1º da Classificação Geral Camião (em MAN TGS)
11º da Classificação Geral Auto/Camião

2011

Rali África Eco Race:
2º Lugar da Classificação Geral Camião (em MANTGS)
7º Lugar da Classificação Geral Auto/Camião

Rali da Tunísia:
1º Lugar da Classificação Geral Camião (em MAN TGS)
8º Lugar  da Classificação Geral Auto/Camião

Rali de Marrocos:
3 Lugar da Classificação Geral Camião
15º Lugar da Classificação Auto/camião

2012

Rali África Eco Race:
2º Lugar da Classificação Geral Camião (em MANTGS)
4º Lugar da Classificação Geral Auto/Camião

Baja de Aragon:
2º Classificação Geral camião (em MANTGS)

Rali de Marrocos:
3º Lugar da Classificação Geral Camião
13º Lugar da Classificação Auto/Camião


2013

Rali África Eco Race:
3º Lugar da Classificação Geral Camião (em MANTGS)
7º Lugar da Classificação Geral Auto/Camião

Baja de Aragon:
2º  Lugar da Classificação Geral camião (em MANTGS)

Rali de Marrocos:
1º Lugar da Classificação Geral Camião
17º Lugar da Classificação Auto/Camião

2014

Rali África Eco Race:
3º Lugar da Classificação Geral Camião (em MANTGS)
7º Lugar da Classificação Geral Auto/Camião

Rali de Marrocos:
4º Lugar da Classificação Geral Camião
10º Lugar da Classificação Auto/Camião Open

2015

Rali África Eco Race:
4º Lugar da Classificação Geral Camião (em MANTGS)
11º Lugar da Classificação Geral Auto/Camião

Rali de Marrocos:
12º Lugar da Classificação Geral Camião
24º Lugar da Classificação Auto/Camião

2016

Rali África Eco Race:
3º Lugar da Classificação Geral Camião (em MAN TGS)
14º Lugar da Classificação Geral Auto/Camião

Rali Aïcha des Gazelles:
5º Lugar da Classificação Geral da Categoria Expert (em VW Amarok)

Rali Oilibya du Maroc:
Participação

2017

Rali África Eco Race:
Participação

Rali Morocco Desert Challenge:
3º Lugar da Categoria Camião

Rali Oilibya du Maroc:
Participação

2018
Rali África Eco Race:
Participação

Rali de Marrocos:
7º Lugar da Classificação Camião

2019
Rali África Eco Race:
1º Lugar da Classificação Geral Camião (em MAN TGS),
5º Lugar da Classificação Geral Auto/Camião

PASSATEMPOS:


Mergulho Recreativo:


Master Scuba Diver, PADI, 2009
Divemaster, PADI, 2010

Fotografia
 

EXPERIÊNCIAS:


Curso de Pára-quedismo


Escola de Pára-quedismo Blue Emotion, 2007
 

Alpinismo


Escalada com sucesso ao Monte Branco integrada numa acção promovida pelo governo Francês quando da sua tomada de posse no Governo da União Europeia. 2008

Historial 2013

tira_historial_2013

Tal como na época anterior Elisabete Jacinto participa em provas com o camião MAN TGS tendo José Marques como navegador e Marco Cochinho como mecânico.

A época teve início com o Rali Africa Eco Race onde estiveram presentes camiões bastante competitivos. A equipa classificou-se em terceiro lugar entre os camiões e foi sétima na classificação conjunta Auto/Camião.

Participaram mais uma vez na Baja de Aragon onde obtiveram o segundo lugar da categoria camião e concluíram a época com um brilhante primeiro lugar entre vários camiões protótipos no Rali Oilibya du Maroc.

Ao longo da época fizeram-se vários treinos em Marrocos com o objectivo de continuar a efectuar melhorarias técnicas no MAN TGS.

Participou também no Rallye Aicha des Gazelles de Amarock, mais uma vez integrada na Equipa VW França tendo como navegadora a francesa Valérie Dot.

Lideraram a prova desde o primeiro dia mas, a trinta quilómetros do final, um problema mecânico obrigou a uma descida na classificação até ao décimo primeiro lugar.

Historial 2012

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Terminado o Africa Eco Race com um excelente segundo lugar entre os camiões e o quarto na classificação Auto/Camião, a equipa sentiu necessidade de proceder a uma melhoria técnica no camião.

Desta forma, tornou-se o motor um pouco mais preformante, subiram-se os depósitos para melhor permitir a passagem sobre as cristas das dunas, criou-se um sistema de suporte da cabine, melhorou-se o ângulo de saída e as suspensões.

O camião ganhou também um novo visual tendo por base o novo logo da marca Oleoban.

Em vez do habitual rali da Tunísia (que este ano não se realizou) a equipa participa na Baja de Aragon e é a segunda classificada entre os camiões e sétima na geral Auto/Camião. Seguiu-se o rali de Marrocos onde teve mais uma vez de enfrentar camiões verdadeiramente competitivos e foram os terceiros classificados.

O ano de 2012 foi também marcado pela participação de Elisabete no maior rali de navegação do mundo, o Rali Aïcha des Gazelles. Foi convidada para integrar a equipa Volkswagen que participou com 10 Pick-up Amarock. Fez equipa com Sofia Carvalhosa e foi terceira da classificação Auto/Camião.

Foi um bom ano desportivo para toda a equipa!

Historial 2014

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O ano de 2014 teve início com a participação da equipa Oleoban no Rali Africa Eco Race.

Elisabete desce da segunda para a terceira classificação na categoria Camião na última etapa em virtude de um problema na transmissão da frente no seu MAN, efectuando os últimos 60 km apenas com tracção a duas rodas.

Participa com Valérie Dot em VW Amarok no Rali Aicha des Gazelles e termina na segunda posição na categoria 4×4/Camião.

No Rali de Marrocos bate-se com vários camiões protótipos e é quarta classificada na categoria Camião.
Esse ano foi também marcado pela mudança de instalações do concessionário MAN em Lisboa, a Hydraplan, o que obrigou á criação de um novo espaço de oficina.

Construiu-se uma nova caixa de carga para o camião de assistência mais funcional e resistente.

O camião de competição viu também a sua caixa de carga substituída por outra mais leve e com melhor desempenho aerodinâmico.

Historial 2011

tira_historial_2011

É com o Africa Eco Race que se inicia a época desportiva de 2011.

Feliz por regressar á grande maratona africana, a equipa conclui pela primeira vez este rali classificando-se na segunda posição entre os camiões e em sétimo na classificação conjunta auto/camião.

O início de 2011 foi perturbado pela revolução que caracterizou todos os países do Norte de Africa.

O rali da Tunísia esteve em risco de não se realizar mas, com o objectivo de dar um voto de confiança à democracia recém-formada, organização e equipas fizeram um esforço para estar presentes.
O rali realizou-se com a normalidade possível.

O primeiro lugar entre os camiões e o oitavo na classificação auto/camião foi o resultado conquistado pelo seu MAN TGS.

No rali de Marrocos a equipa foi confrontada com um vasto número de camiões protótipos e uma forte competição. Competiu lado a lado com o teamDeRooy tendo sido a terceira classificada e a primeira entre os camiões de série.

No final do ano, a fim de se tornar cada vez mais competitiva, Elisabete decide alterar a configuração das molas da suspensão. Solicita à ELO a produção de molas que possam melhorar ainda mais o desempenha da suspensão do seu camião e dá início à preparação da próxima época.

Historial 2010

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É com o Africa Race que a equipa inicia a época de 2010.

Apesar da excelente prova e da satisfação de voltar à grande maratona africana, Elisabete acaba por desistir devido a problemas mecânicos.

O inicio no ano é assim dedicado á fiabilização do camião e á sua adaptação à competição.

Participa no rali da Tunisina com um dos melhores navegadores de camião do Mundo, Charly Gotlib e os seus resultados desportivos ganham visibilidade.
Vence a categoria Camião e classifica-se na oitava posição entre os automóveis.

No rali de Marrocos confirma o seu bom nível de condução e o excelente trabalho da sua equipa, vencendo mais uma vez entre os camiões e classificando-se entre os onze primeiros automóveis.